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	<title>Supply Chain Mix &#187; Sem categoria</title>
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	<description>Supply Chain Mix, blog abordando assuntos como Private Labels, CT-e, Marca Propria, SEFAZ, NF-e, varejo</description>
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		<title>Os desafios da Sincronização da Cadeia de Suprimentos</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 15:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Autor Convidado*</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi-se o tempo em que planejar, desenvolver, monitorar e otimizar os processos internos de uma empresa era o suficiente para possuir um diferencial competitivo no mercado. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi-se o tempo em que planejar, desenvolver, monitorar e otimizar os processos internos de uma empresa era o suficiente para possuir um diferencial competitivo no mercado. Durante anos as empresas buscaram a eficiência local para obter os resultados desejados. Melhorias nos processos produtivos, de compras, financeiros e fiscais tinham sempre os mesmos objetivos: redução de custos, aumento de vendas e rentabilidade, além da melhoria no nível de atendimento aos clientes.</p>
<p>Todas as ações necessárias para obter esses resultados foram executadas pelas empresas. Na área de tecnologia da informação, por exemplo, as empresas buscaram soluções integradas capazes de catalisar o processo de beneficiamento da informação dentro das companhias.. Sistemas de ERP (<em>Enterprise Resource Planning</em>), CRM (<em>Customer Relationship Management</em>), MRP (<em>Material Requirement Planning</em>), MPS (<em>Master Production Scheduling</em>) e DRP (<em>Distribution Requirement Planning</em>), além de processos como Six-Sigma, Lean e KanBan, começaram a fazer parte do cotidiano das empresas. As empresas passavam a entregar mais excelência operacional e a evolução dos resultados corporativos se tornava muito positiva.</p>
<p>Entretanto o mercado mudou e a uma velocidade assustadoramente alta. Com a competitividade crescente, consumidores mais exigentes, menos fiéis à marca e com menos tolerância a erros, ficou evidenciado  que somente a excelência operacional já não era mais suficiente para atender a todas as expectativas do mercado. Era necessário, então, otimizar não somente os processos internos, mas toda a cadeia de suprimentos, buscando o “ótimo global” para atender as exigências desses consumidores. A sincronização dos processos internos tornava-se primordial e a sincronização externa, entre os elos da cadeia de suprimentos, passava  a ser o diferencial competitivo.</p>
<p>Não precisamos voltar muito no tempo para perceber que a tecnologia foi uma barreira para essa evolução. Empresas especializadas trabalharam para desenvolver e prover sistemas de inteligência e sincronização na cadeia de suprimentos. Surgiam no mercado soluções e serviços para auxiliar as companhias na busca por esse diferencial. Atualmente podemos considerar que essa barreira foi vencida e existe tecnologia suficiente para suportar os avanços na sincronização da cadeia de suprimentos.</p>
<p>Analisando os objetivos perseguidos pelas empresas há décadas atrás e comparando-os com os atuais constatamos que a diferença é sutil, entretanto expressivamente impactante. O foco nos resultados passa a ser a ponta do iceberg. A cadeia de suprimentos só obtém um resultado adequado quando o consumidor final é atendido de acordo com suas expectativas.</p>
<p>Para atender esses novos objetivos, projetos de colaboração entre empresas começaram a ser viabilizados e tratados como estratégicos dentro das grandes corporações. Indústrias ficaram cada vez mais interessadas na gestão do <em>sell-out</em> – gestão das informações de vendas ao consumidor, na gestão colaborativa dos estoques e em processos integrados de venda aos seus clientes. Varejistas percebem também, que a informação não pode mais ficar restrita a um único elo da cadeia. Compartilhar informação torna as operações mais eficientes e conseqüentemente os resultados mais expressivos.</p>
<p>Os desafios da área de tecnologia da informação foram multiplicados. Antes, focava-senas mudanças internas, quer sejam, culturais, processuais ou técnicas. Empresas com culturas, visões, tecnologias, processos e operações distintas passam a trabalhar em conjunto. Além da unificação dos processos, a meta é tornar a informação disponível para todos os elos da cadeia e prover sistemas de inteligência para auxiliar o planejamento estratégico, tático e operacional dessas empresas.</p>
<p>Projetos de <a href="http://www.supplychainmix.com.br/vendor-managed-inventory-vmi/" target="_blank">VMI</a> (<em>Vendor Managed Inventory</em>), o CPFR (<em>Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment</em>), RI (<em>Retail Inteligence</em>) ou de DI (<em>Distributor Intelligence</em>) começaram a ser testados e aprovados pelas empresas. Esses projetos consistem na gestão integrada de estoques e planejamento da demanda de <em>sell-out</em> entre dois elos da cadeia de suprimentos, e no compartilhamento de informações entre os elos da cadeia para uma gestão mais próxima entre clientes e fornecedores, sejam eles varejos ou distribuidores.</p>
<p>Em todo o mundo, inclusive no Brasil, já existem resultados altamente expressivos em projetos de colaboração. Resultados quantitativos que chegam a mais de 30% de redução de estoque na cadeia ou aumentos de venda da ordem de 20 a 30%. Outros resultados, como redução de rupturas (falta de produtos nas gôndolas), são obtidos gerando grande aumento na lucratividade de clientes e fornecedores. Além disso, resultados qualitativos também podem ser observados, como aumento na qualidade das análises, agilidade na busca de informações, melhoria e transparência no relacionamento cliente e fornecedor, entre outras.</p>
<p>Tudo isso só foi possível com a evolução da tecnologia existente e com a capacitação de todos os envolvidos nessa colaboração. Esses resultados só nos levam a crer que, cada vez mais, a colaboração na cadeia de suprimentos se faz necessária. Os desafios tecnológicos ainda são grandes para acompanhar a evolução desses processos e permitir que a tecnologia seja completamente transparente para seus usuários. Quanto mais despercebida a tecnologia passa em um processo colaborativo entre cliente e fornecedor, melhor é o resultado obtido.</p>
<p>Mesmo com a tecnologia sustentando todos esses processos e vencendo os desafios existentes, as políticas internas e de relacionamento entre cliente e fornecedor são pontos extremamente críticos para a evolução da sincronização completa da cadeia.</p>
<p>Interesses ainda distintos atrapalham essa evolução. Somente os resultados expressivos obtidos por empresas pioneiras na colaboração mostram que, em breve, a colaboração na cadeia de suprimentos será condição essencial para a sobrevivência no mercado voraz que vivemos. Novas tecnologias, novos processos, novos conceitos virão na seqüência e o que hoje era diferencial competitivo será obrigatório para todas as empresas. Que venha o futuro!</p>
<p><strong><em><a href="http://www.linkedin.com/profile?viewProfile=&amp;key=57850998&amp;authToken=H57N&amp;authType=name" target="_blank">Tales Godoy</a> é gerente de ofertas da <a href="http://www.neogrid.com" target="_blank">NeoGrid</a></em></strong></p>
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