por Camilo Manfredi

O VMI (Vendor Managed Inventory – Gestão do Cliente pelo Fornecedor) é um conceito muito utilizado nos dias de hoje e que envolve duas ou mais empresas que buscam melhorias por meio de parceria e alinhamento dos processos.
Atualmente este conceito é utilizado para aproximar clientes e fornecedores, alinhando as estratégias com objetivo de melhorar o balanceamento dos estoques na cadeia, evitando o excesso e a falta de estoque.
Na prática, é fundamental investirmos em soluções para automatizar o processo de reposição dos produtos, ajustando a política comercial e a forma de atuação dos envolvidos. Uma nova maneira de negócio surge e mudanças no modelo comercial são inevitáveis.

Risco x Ganho

Normalmente o ganho esta relacionado ao risco e quanto maior o ganho maior também é o risco que se corre.
Risco: é utilizado para designar o resultado objetivo da combinação entre a probabilidade de ocorrência de um determinado evento, aleatório, futuro e que independa da vontade humana, e o impacto resultante caso ele ocorra.
Ganho: lucro, proveito, o que se ganha, vantagem.
Portanto, para se obter um ganho maior precisamos atuar sobre o risco. Os projetos de VMI, se bem desenhados e com a tecnologia correta reduzem os riscos relacionados às mudanças de processo e geram ganhos significativos.

Futuro

Imagine o seguinte cenário, a empresa seleciona dois clientes que representam até 5% do seu faturamento e propõem um projeto de VMI e um contrato de negócio. O contrato estabelece que o fornecedor seja responsável pela reposição dos produtos, exposição dos produtos, definição dos preços e promoções, garantindo o faturamento pré-acordado. O que o fornecedor ganha com isso? A confiança no resultado é tanta que é possível garantir o faturamento pré-acordado e aumentar o ganho total com uma participação maior no faturamento excedido. O cliente por sua vez garante seu faturamento e reduz o trabalho operacional.

O risco bem trabalhado aumenta a probabilidade de ganhos e fomenta a sede por excelentes resultados!

Referências Bibliográficas: Teoria das Restrições (TOC – Theory of Constraints) e Árvore de Estratégias e Táticas (S&T – Strategy & Tactic Tree).

por Supply Chain Mix

Atualmente, milhares de empresas utilizam sistemas de gestão empresarial (do inglês ERP, Enterprise Resource Planning) para organizarem as informações em um único local.

A priori, a idéia parece simples: todas as áreas da empresa utilizam o mesmo sistema com intuito de armazenar em um único lugar todas as informações pertinentes à empresa, desde o cadastro de um colaborador até a posição de estoque de suas fábricas no final do dia, com o objetivo de poder usufruir de maneira rápida e eficiente todas essas entradas quando for necessário.

Em uma linha evolutiva ao longo do tempo, podemos identificar claramente 3 grandes gerações:

1ª, 2ª e 3ª Geração

Na prática, são armazenados milhares de dados por dia, mas quem consegue transformá-los em informações competitivas para seu próprio negócio? Muitas vezes, esses sistemas trazem um enorme benefício e ao mesmo tempo uma grande desvantagem: muitos dados armazenados, porém como interpretá-los?

A diferenciação entre dado e informação é bem sutil, porém leva a caminhos bem distintos.

Dado é o material bruto que foi gerado por alguém, por exemplo, a inclusão de pedidos de vendas ao longo do mês que um vendedor insere no sistema para atender seus clientes. Informação é a capacidade de analisar os pedidos deste vendedor e conseguir identificar em qual semana do mês ocorreu a maior concentração de vendas, qual a variação de preços e descontos, entre outras. A partir destas análises, podemos chegar à conclusão de que serão necessários investimentos em determinadas áreas para alavancar os negócios da empresa como um todo.

Uma nova geração de softwares, capazes de lidar com essas massas de dados armazenados, aplicarem regras de negócios e proporcionarem de maneira rápida e objetiva estas análises passam a ser relevantes nos dias de hoje, onde decisões devem ser tomadas em um curto espaço de tempo e ao mesmo tempo tragam retornos significativos para as empresas.

A aquisição de tais plataformas se torna cada vez mais relevante para as empresas que buscam resultados expressivos em seus negócios. Quer um termômetro?

3 indicativos que sua empresa possui mais dados do que informações:
• Planilhas intermináveis e de difícil interpretação
• Baixa confiabilidade nas informações (cada área trabalha com um número)
• Trabalho operacional excessivo (extração, lapidação dos dados, etc)

Caso você se depare com esta situação constantemente em sua empresa, coloque em pauta esta discussão.

Até a próxima!