por Felipe Laus

Muito se tem falado da Nota Fiscal Eletrônica nestes últimos dois anos. Em 2010, a tendência é que se fale ainda mais.

Existem vários projetos de NF-e como, por exemplo, a Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal projeto Federal, entre outros. É necessário ter a noção que projetos como o da NF-e existem em instâncias diferentes, ou seja, eles podem ser municipais, estaduais ou federais. Um bom exemplo disso é o município de São Paulo e o estado de São Paulo. Ambos possuem projetos de NF-e nas instâncias descritas acima.

O maior projeto de NF-e que temos é o Federal, que engloba as 27 unidades federativas (26 estados, mais o Distrito Federal).

Esse projeto começou em 2004 com o primeiro ENCAT (Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários) e tem amadurecido até agora.

Nesse tempo, as regras e papéis estão cada vez mais claros e a tecnologia tem sido usada para dar segurança, agilidade e escalabilidade a este projeto.

O conceito do projeto Federal, de acordo com a própria SEFAZ (Secretaria da Fazenda), atingirá todas as empresas que se enquadrarem nas obrigatoriedades. A NF-e é “um documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, com o intuito de documentar uma operação de circulação de mercadorias ou prestação de serviços ocorrida entre as partes, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e recepção, pelo fisco, antes da ocorrência do Fato Gerador”.

Desde 2008, vários segmentos do mercado já foram obrigados a aderir ao projeto, como: distribuidores de combustível liquido, produtores de bebida, produtores de cigarro, entre outros. No final de 2009, a SEFAZ publicou uma lista de CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica). Toda empresa que tiver seu CNAE listado está obrigada a emitir NF-e’s a partir das datas estipuladas (abril/10, julho/10 e outubro/10). Se você quiser consultar a lista, é só clicar aqui.

Confira se sua empresa entra na obrigatoriedade, veja se precisa emitir a NF-e e prepare-se para contar com todos os benefícios e diferencias que este processo pode trazer à sua empresa.

por Sven Imfeld

O investimento em soluções que geram redução de rupturas continua sendo uma das prioridades do varejo em 2010. Este não é um problema novo, tampouco exclusivo do varejo brasileiro. Dados da ECR Brasil mostram que a ruptura média em países europeus é de 15 a 20%, no Chile 14%, na Argentina 13% e no Brasil (eixo Rio-São Paulo) é de 8%. Apesar de melhor posicionado, as perdas decorrentes da ruptura somam valores exorbitantes no Brasil.

A falta de produtos em gôndola não gera ‘apenas’ perda de vendas para o varejo e para a indústria, mas abala a fidelidade do consumidor, que sai insatisfeito da loja. Há várias causas para a ruptura, mas a principal delas é a má gestão dos estoques. A complexidade gerada pelo número cada vez maior de itens, a incerteza da demanda e a variabilidade do lead time de fornecimento torna a gestão de estoques um dos maiores desafios para o varejo.

Para gerenciar estoques de forma eficaz neste ambiente complexo, é imprescindível automatizar processos de retaguarda. Neste sentido, o EDI (Electronic Data Interchange) é uma das soluções tecnológicas mais utilizadas.

Integrar dados com seus parceiros de negócio é fundamental, porém, não é suficiente. A simples integração não garante que os dados transacionados sejam acurados. Para isso, é necessário sincronizar dados, de modo que comprador e fornecedor trabalhem sempre com as mesmas informações e que estas sejam confiáveis e estejam dentro de padrões utilizados globalmente. Só assim será possível reduzir efetivamente os atrasos de entrega, devoluções, cancelamento de pedidos, litígios entre comprador e fornecedor, dentre outros problemas que geram rupturas e, consequentemente, perda de vendas.

A sincronização de dados gera resultados expressivos e é por isso que o retorno sobre o investimento de um projeto é atingido em curto prazo. Apesar dos ganhos significativos em eficiência operacional e redução de custos já justificarem o projeto, o maior benefício é o aumento das vendas gerado pela maior disponibilidade de itens na gôndola. Prova disso é uma pesquisa realizada pela GS1 que, baseada em projetos globais de sincronização, aponta uma redução média da ruptura de estoques de 8% para 3%. Já pensou o quanto isso pode representar para a sua empresa?