por Sven Imfeld

Uma pesquisa da AMR Research revela que, em média, 30% das transações entre indústria e varejo contêm dados incorretos. Outra pesquisa realizada pela Ernst & Young mostra que, devido a esta ineficiência na cadeia de abastecimento, as empresas perdem em média 3,5% das vendas todos os anos. Os dois estudos referem-se aos chamados dados mestres (master data), ou seja, dados cadastrais de produto como descrições, códigos, pesos e dimensões.

A falta de sincronização de dados entre varejo e indústria é atualmente um dos principais geradores de desperdício, ineficiência e falta de produtos nos pontos de venda. Este problema, consequente da inacuracidade de dados, é ainda mais evidente no Brasil, onde, apesar da tecnologia já ter mudado consideravelmente o comportamento do varejo e da indústria, ainda há muito a ser feito. Por aqui, mesmo grandes redes varejistas ainda utilizam processos manuais para sincronizar dados de produtos, o que, inevitavelmente, resulta em dados imprecisos.

Verifique se sua empresa enfrenta algum dos problemas abaixo:

· Falta de produtos nos pontos de venda

· Grande número de litígios entre comprador e fornecedor

· Atrasos de entrega, devoluções e cancelamento de pedidos

· Erros de recebimento e de faturamento

· Necessidade de manter catálogos duplicados

· Atraso na introdução de novos produtos

· Falta de conhecimento sobre descontinuidade de produtos

A Rede Global de Sincronização de Dados (GDSN) é uma poderosa ferramenta criada não apenas para resolver estes problemas, mas também gerar benefícios substanciais através da troca sincronizada e padronizada de dados de supply chain de forma segura entre comprador e fornecedor.

A sincronização global de dados (GDS) permite um único ponto de entrada dos dados mestres na cadeia de abastecimento e está baseada em três elementos principais: sincronização de dados, qualidade dos dados e classificação dos produtos. É a combinação destes três elementos que cria um ambiente poderoso para a sincronização segura e contínua.

A GDSN define normas, padrões e uma infra-estrutura que garante que todos os parceiros de negócio interligados a ela “falem a mesma língua”. Isso é viabilizado por meio de uma rede de data pools certificados que garantem a integridade e confidencialidade das informações e do utilizador. Os data pools são interligados ao registro global GS1, o repositório central de informações da GDSN que garante a unicidade dos itens e parceiros comerciais.

Utilizando um data pool global e certificado como o da NeoGrid, comprador e fornecedor utilizam uma linguagem comum e têm a possibilidade de negociar com parceiros de qualquer parte do globo, ampliando seu leque de oportunidades. Além, é claro, de usufruir dos benefícios proporcionados pela sincronização de dados, dos quais se destacam a redução de custos, maior eficiência operacional e aumento de vendas.

E então? Se a sua empresa pretende vender mais ou negociar globalmente em 2010, sincronize!

Modelo de funcionamento da Rede Global de Sincronização de Dados

por Rafael Trein

No momento em que o cliente busca uma solução no mercado existem dois pontos que ele observa. O primeiro é o preço da solução, o que é normal em qualquer processo de compra e venda. O outro aspecto, tão importante quanto esse, é a aderência do produto à demanda do cliente e como ele se encaixa em sua cadeia de produção.

A análise desta aderência se inicia antes da venda, com o levantamento dos requisitos do cliente pela empresa fornecedora. Mesmo assim, é comum este estudo ser concluído apenas quando a etapa comercial está finalizada e já se fala do projeto de implantação. As chances de um produto contemplar integralmente as necessidades nesse momento é pequena, o que nos obriga a adaptar o produto às particularidades do cliente.

Nestas adaptações é que está o grande problema das soluções para a cadeia de suprimentos de demanda oferecidas hoje em dia. A forma mais simples de se realizar as mudanças no produto é simplesmente implementar toda e qualquer alteração para atender ao processo do cliente. Pode parecer o mais correto no começo, mas deve-se levar em conta que o objetivo principal não é apenas resolver a dificuldade, mas resolvê-la da melhor maneira.

O papel de uma empresa que busca o melhor para o cliente é direcioná-lo para a melhor solução. Não é apenas vender o produto que tem ou, pior, adaptar produtos para só cumprir essas solicitações. É, em conjunto com o cliente, chegar à conclusão de quais serão os produtos e serviços mais indicados, equilibrando custo e retorno para a solução das demandas. Estabelecer uma relação ganha-ganha e auxiliá-lo em mudanças de seus processos internos. Com isso, teremos resultados complementares aos produtos implantados, conseguindo aproveitar todos os benefícios das soluções e ainda evoluir processos e práticas.

Assim, empresas que buscam este tipo de relação, além de conseguirem ser mais eficientes no atendimento, acabam definindo também a tendência de como alguns processos devem funcionar. Projetos de integração de parceiros e seus respectivos roll outs, layouts de documentos utilizados, formas de conectividade e interfaces web são exemplos de como uma empresa líder de mercado em soluções de EDI e WebEDI consegue lançar tendências que posteriormente se tornam o padrão das soluções dos concorrentes. Nada mais justo então que quem possua esta experiência e cases, tenha os seus conceitos sempre bem considerados quando se busca a melhor solução.