por Autor Convidado*

A exemplo do que ocorreu na Europa e vem acontecendo nos Estados Unidos,  produtos de marca própria estão cada vez mais presentes na cesta de compras do consumidor brasileiro. É por esta razão que supermercadistas e atacadistas têm aumentado significativamente os investimentos neste mercado.

A quantidade de itens de marca própria cresceu 22,7% em 2009, ao mesmo tempo que o faturamento registrou um crescimento de 7% em relação a 2008. O maior número de marcas está concentrado na cesta de produtos alimentícios. Já quando se fala em número de itens, é a cesta têxtil que fica na dianteira. É o que revela o 15º Estudo Anual da Nielsen, divulgado em novembro.

Apesar do consumo de produtos de marca própria crescer a cada ano, ainda estamos bem abaixo dos índices europeus, onde em países como Suíça e Inglaterra quase metade dos itens vendidos são de marcas exclusivas. Podemos traduzir este fato como uma grande oportunidade, não apenas para redes varejistas e atacadistas que atuam no Brasil, mas também para as empresas que fornecem os produtos para estas redes.

Uma das conseqüências ao investir em marcas próprias é um maior estreitamento da relação entre varejista e fornecedor, pois ambos são co-responsáveis pelo sucesso ou fracasso de cada novo produto lançado. Isto exigirá um maior nível de controle sobre as informações e melhor gestão do ciclo de vida de cada produto, sem contar a própria estratégia de marcas próprias.

À medida que a quantidade de produtos lançados aumenta e o ciclo de vida de cada produto diminui, fazer a gestão das informações de forma manual torna-se um grande risco para a marca (leia-se varejista/atacadista), para o fornecedor e sobretudo para o consumidor, que poderá estar levando para casa um produto de qualidade duvidosa.

As soluções de Gestão de Ciclo de Vida (Product Lifecycle Management – PLM) existem para suprir esta e outras necessidades, dando suporte ao crescimento de marcas próprias. Uma solução de PLM possibilita que redes varejistas e atacadistas aumentem suas vendas, agilidade e qualidade no que se refere a produtos de marca própria. Ao mesmo tempo, gera diminuição dos riscos e custos, permitindo lançar maior quantidade de produtos mais rapidamente.

Um pouco mais sobre o mercado de marcas próprias pode ser visto nesta apresentação

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por Autor Convidado*

O projeto de Nota Fiscal Eletrônica veio para ficar. Só para ter uma idéia, a partir de 2011, mais de 95% de todas as empresas do mercado brasileiro estarão obrigadas a emitir NF-e em substituição às suas notas fiscais modelos 1 e 1A. Já que a obrigatoriedade chegará, por que não tirar vantagem deste projeto para aumentar ainda mais a automatização entre as empresas e seus parceiros de negócios? Muitas empresas já emitem Notas Fiscais Eletrônicas e precisam receber de seus fornecedores as NF-e. O que não está claro para a maioria das organizações é que toda NF-e recebida deve ser validada na SEFAZ de origem, para saber se ela realmente está autorizada. Imagine uma empresa que recebe mil notas fiscais por mês. O trabalho  será dobrado: além de escriturar estas mil notas fiscais, terá que fazer mil consultas para ver se todas estão validadas. As soluções de NF-e mais maduras do mercado já oferecem vários graus de automatização desta validação – chegando a 100%. Ou seja, a digitação destes documentos nos sistemas de gestão acaba, como ocorre com a Solução de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), direcionada para empresas que possuem frotas para transporte de cargas. Outro ponto que merece atenção é o roll out dessas integrações com fornecedores. Ou seja, quem fará o contato com os parceiros para explicar qual será o novo meio de envio destes documentos e o mais importante: deixar claro quais as facilidades que o serviço oferece. Esse ponto deve ser bem analisado quando fizerem a escolha da solução, pois se as provedoras não fornecerem o serviço através de uma equipe especializada, acabará sobrando para o cliente fazer. E a única certeza que se tem nesse momento é de que ele terá muito trabalho.

Para resolver esses e outros problemas, é bom procurar empresas especializadas em mensageria (tráfego eletrônico de documentos). O projeto de NF-e consiste, simplificadamente, em um processo de mensageria entre empresas e a SEFAZ, e não um projeto fiscal como muitos pensam. Não se deve descartar o aspecto tributário mas sim colocá-lo lado a lado com a parte de TI, para as duas áreas trabalharem juntas em prol da organização. Há diversas soluções de NF-e no mercado. O principal é que as pequenas ou grandes organizações vejam o que essas soluções trazem: quem desenvolveu, como funciona o suporte, quem mantém, o que podem melhorar ou ajudar nos meus processos, qual valor agregado trarão a minha organização, entre outras possibilidades. O que falta para você?